A merda nos relacionamentos é que achamos sempre que é eterno, que nunca acaba. Que quando houver problemas o amor que se sente um pelo outro será mais forte e que tudo ficará bem, mas não é assim. O amor, único e exclusivamente, não serve de quase nada mas, na verdade, é o motivo de tudo. É importante amar, mas é ainda mais importante saber amar. Saber fazer sacrifícios pelo outro, dar de si, tentar compreende-lo, moldarem-se um ao outro apesar das suas diferenças. E é isso que falha, e é por isso que aquilo que nos uniu, não chega para impedir aquilo que agora nos vai separar.
23 de junho de 2013
1 de junho de 2013
Irrita-me profundamente a banalização da minha pessoa e a falta de compreensão/paciência quando mais preciso. As pessoas por vezes dizem-me coisas que me fazem perder, momentaneamente, toda a ideia que tenho delas. Podem ser palavras ditas da boca para fora, do momento, mas por isso mesmo, por talvez não serem pensadas, que deviam ser evitadas. Eu fingo que me esqueço, claro que sim, mas a cada dia que passa vou-me sentindo mais cheia, mais farta, mais revoltada. Penso nas minhas atitudes e acho que não mereço certas coisas. Se calhar sou eu, como já me disseram, tenho sempre expectativas demasiado altas em relação às pessoas de quem gosto e que me são próximas, se calhar é isso. Se calhar é a minha mania das coisas serem sempre feitas do modo correto, pensado e ponderado. As pessoas conseguem desiludir-me tão facilmente. Certas ações e palavras que poderiam ser evitadas que, aliás, jamais seria capaz de o fazer, pois tenho consciência do impacto que poderiam ter; porque, se calhar, gosto demasiado dessa pessoa para nem sequer pensar na hipótese de lhe dizer ou fazer o mesmo. Detesto magoar alguém, é das coisas que mais detesto, e por causa disso prefiro sair eu magoada e deixar que as coisas me magoem a mim. Tento explicar o porquê de ficar afetada com determinda atitude, mas acho tão absurda a justificação, que nem tenho palavras para traduzi-la. Penso "fogo, não é evidente?" mas pelos vistos não é. Observo as suas caras e noto nos seus olhos a sua confusão, os lábios cerrados, as sobrancelhas franzidas e tenho a consciência que essa pessoa não me entende nem compreende. Tornei-me, razoavelmente, boa leitora de expressões faciais, então daquelas que conheço, é impossível tentar disfarçar. Não sei se isso é bom ou mau. Apenas sei que, a cada dia que passa, vou deixando de confiar lentamente nas pessoas, vou-me tornando mais fria e reservada pois julgo ser essa a minha única proteção.
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