Tenho sonhado muito. O que, em mim, não costuma ser bom sinal. É bastante raro eu sonhar, ou se sonho, então, é bastante raro eu lembrar-me. Por isso quando sonho, normalmente, é porque ando demasiado nervosa ou coisa do género.
Há uns tempos fumei um cigarro e, no outro dia, na viajem, fartei-me de ver pessoas a fumar. Nessa mesma noite sonhei com cigarros. Há pouco tempo aconteceu exatamente o mesmo com outra coisa qualquer da qual já não me recordo. E quando não é uma coisa em específico, são várias coisas, sem conexão, misturadas no mesmo espaço.
Ultimamente, tenho-me sentido outra pessoa que não eu. Há certas atitudes que não eram próprias de mim e deparo-me com problemas que outrora abalar-me-iam e que agora passam por mim como gotas de água num vidro. Começa a incomodar-me o facto de já não me incomodar com a maior parte das coisas. E aos poucos vou-me sentindo mais vazia, mas não mais leve, muito pelo contrário. É uma indiferença por tudo que transcende qualquer compreensão possível, creio-o. Não sei quem a criou, a minha consciência consciente não foi com toda a certeza! O meu inconsciente sempre teve o poder de me proteger de mim própria. Quantas das minhas decisões não dependeram de sonhos meus? Espantariam-se se vos contasse! E até hoje nunca me traiu. Se toda esta apatia foi algo que ele criou, aceito-o; se foi outra coisa qualquer repulso-a como se de um veneno se tratasse. Os efeitos de tal coisa? Ainda não os conheço. Mas a cada dia que passa vou-me sentindo cada vez mais fechada em mim e sinto todo o meu eu encolher-se em si próprio com toda a amargura que o exterior lhe causou.
obriagada Raquel! :D
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